Ser Santo é, antes de mais, uma das maiores virtudes que o Homem pode atingir, seja em que religião lhe conceda o privilégio de atingir tal grau de imaculada pureza para com a sociedade em que vivia. E há muitos Santos espalhados pelo Mundo, uns mais conhecidos do que outros, outros desconhecidos totalmente da história e imaginário nacional, regional e local, outros que são apelidados de Santidade sem o serem reconhecidos pelas hierarquias institucionais e muitos são, anonimamente, Santos pelas suas acções quotidianas, tanto em casa, como na sua actividade profissional, na sua vida familiar e no seio da sociedade em que se movimentam e agem para bem de toda a comunidade.
Ser Santo é, antes de mais, um sentimento e atitude deliberadamente assumida pelo ser humano, não porque se quer ser Santo, mas antes porque as suas funções e atitudes o reconhecem como tal perante a globalização deste mundo que é uma aldeia.
Ninguém, mesmo que o queira, nasce Santo, mas qualquer um pode nascer predestinado a talfunção, quando pela vida fora as suas acções se revelaram postuladas nas causas públicas, intervindo directa e indirectamente em prol da sociedade. Os campos podem ser vastos, e porque o são, lutando pela justiça e causa pública, seguindo uma matriz em que os nossos objectivos estão explanados nas práticas assistências e, também, voltadas para a lei que ultrapassa o vil metal.
Não somos feitos nem perfeitos para ser Santos, mas temos de catalizar o mundo envolvente na nossa onda, muitas vezes isolados e remando contra mares. Nasce, portanto, a fé, a crença nas suas atitudes, nas suas práticas e objectivos, originando-se movimentos reformistas e catalisando o mundo que nos rodeia para continuar a desenvolver o que muitas vezes foi iniciado por aquele Ser que, sem o pensar, modificou o pensamento global.
Tal aconteceu com S. João de Deus em Granada, que depois de ser apelidado de louco revolucionou a prática assistencial em todo o mundo, levando consigo outros seres a continuar a sua obra, desde 1538 até ao presente.
Muitos dos Seus Irmãos são verdadeiros Santos que, apaziguando as maleitas do corpo, dão vida e esperança à Humanidade. Outros há que sobressaem da vulgaridade e se consagraram de corpo e alma à causa social, morrendo por valores, entregando-se para morrer pelos outros, convictos também de que somos passagem neste mundo repleto de Santos.
Os Santos da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus são: S. João de Deus (nasceu em Montemor-o-Novo, Portugal, a 5 de Março de 1495 – Faleceu em Granada, Espanha, a 5 de Março de 1550), foi Canonizado 16 de Outubro de 1690. S. João Grande (nasceu em Sevilha, Espanha, a 6 de Março de 1546 – faleceu em Jerez de
Mas a Ordem Hospitaleira de S. João de Deus também tem os seus Beatos, que ainda não sendo Santos está a decorre o Processo de Canonização: 71 Irmãos Mártires, com idades entre os 18 e os 60 anos, que deram a vida pela fé em Cristo e pela Missão de Hospitalidade a favor dos Pobres, Doentes e Necessitados, sendo mortos durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Beato José Olaio Valdés (nasceu
1 comentários:
Ao Irmão Jorge Dias: sou militar e fiz uma missão em Moçambique. Conheci a residência dos Irmãos de São João de Deus em Nampula - Moçambique a convite do irmão Jorge Dias, que entretanto, tinha regressado a Portugal (no momento em que estive em Nampula)... mas deixou-me claro, que quando fosse para aquela zona, eu tinha uma porta aberta... e assim foi.
Aproveito AGORA PARA VOS CONTAR ALGO QUE ME PROPORCIONOU MOMENTOS DE MUITA ALEGRIA.
FIQUEI ALOJADO NA RESIDÊNCIA DOS IRMÃOS SÃO JOÃO DE DEUS; TIVE A OPORTUNIDADE E A HONRA DE PODER COMPARTILHAR QUATRO DIAS QUE JAMAIS ESQUECEREI. QUERO NESTE MOMENTO MANIFESTAR O MEU VIVO APREÇO À ORDEM HOSPITALEIRA DE SÃO JOÃO DE DEUS, PELA SUA HOSPITALIDADE, AO ACOLHIMENTO QUE ME CONCEDERAM NA SUA CASA.
OS VOTOS QUE SE FAZEM NA ORDEM DE SÃO JOÃO DE DEUS SÃO OS TRADICIONAIS DE OBEDIÊNCIA, POBREZA E CASTIDADE, AOS QUAIS SE JUNTA O DA HOSPITALIDADE, QUE LHE É PRIVATIVO E PELO QUAL OS IRMÃOS SE OBRIGAM A DEDICAR-SE, MESMO COM O PERIGO DE VIDA E TUDO APENAS POR AMOR DE DEUS; E NÃO É UMA SIMPLES FIGURA DE RETÓRICA, POIS MUITOS TÊM SIDO OS IRMÃOS QUE COM VIDA TÊM PAGO O SEU AMOR E DEDICAÇÃO AOS POBRES E AOS DOENTES.
FAZER CARIDADE, RESTITUIR A SAÚDE E DAR EDUCAÇÃO, EIS A TRILOGIA DOS FINS DA INSTITUIÇÃO; FAZER CARIDADE É A MELHOR MANEIRA DE SERVIR DEUS; RESTITUIR A SAÚDE, QUE É A ESMOLA TÃO GRANDE QUE POBRES E RICOS DELA CARECEM DA MESMA MANEIRA; DAR EDUCAÇÃO QUE É A MISSÃO NECESSÁRIA COMO DAR A VIDA E O PÃO, POIS SEM EDUCAÇÃO O HOMEM NÃO PODE COMPREENDER E REALIZAR O ALTO DESTINO PARA QUE FOI CRIADO. TODOS DEVEM MERECER-NOS A MELHOR ATENÇÃO MAS SOBRETUDO OS MAIS AFECTADOS POR GRAVES DEFICIÊNCIAS ORGÂNICAS OU PSÍQUICAS.
A NINGUÉM É LICITO PASSAR DE LADO, SEM LHES MANIFESTAR HOSPITALIDADE QUE JESUS ENSINOU E EXEMPLIFICOU. DESDE HÁ UM SÉCULO, TÊM EXERCIDO EM PORTUGAL, CUIDANDO ABNEGADAMENTE DE TANTOS DOENTES FÍSICOS, MENTAIS, ALCOÓLICOS E DROGADOS, SÃO NO GERAL ENFERMOS ENTRE OS MAIS ENFERMOS E POBRES ENTRE OS MAIS POBRES; JUNTO DELES E DOS SEUS FAMILIARES, OS IRMÃOS DE SÃO JOÃO DE DEUS DÃO TESTEMUNHO DO AMOR DE JESUS CRISTO PELOS «PEQUENINOS» DO EVANGELHO E DA PREDILECÇÃO QUE O SENHOR SEMPRE LHES DISPENSOU, DURANTE A SUA VIDA TERRENA - BENDITO SEJA AQUELE QUE PEDE ESMOLA PARA SUAVIZAR O SOFRIMENTO HUMANO, POIS AS ESMOLAS DOS POBRES SÃO AS LÁGRIMAS DE DEUS; BEM HAJA ESTA DEDICAÇÃO, ESTA OBRA E OS SEUS IRMÃOS.
A Ti meu querido Irmão e Amigo, te dou força nesta fase da tua vida... e que contes sempre e sempre comigo. 1º Sargento Luis Filipe Ribeiro - Porto.
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